"A man so pressed into behaviourism by awkward circumstances that he reacts like matter, is dead. A man so completely self-centred that he is constantly behaving as the sovereign Ego, runs insane."
Eugen Rosenstock-Huessy
Eugen Rosenstock-Huessy
O esforço da consciência não equivale, como querem os pseudo-gurus budistas, a um inchaço incessante do próprio ego. É justamente este esforço de superação do trivial que permite, entre um repouso e outro, desfrutar de uma paz de espírito mais genuína, pois podemos evocar aqueles conteúdos imaginativos adquiridos em momentos em que nos sentíramos em posse de algo mais elevado. O mal consiste em desfazer-se do centro ao tentar amplia-lo até os limites da própria existência, seja pela desistência ociosa da exigência imperativa que nos faz a vida pela consciência, seja pela fixação frenética e rigorosa pela mesma exigência. O tédio e a beatitude assemelham-se por nos colocarem num estado em que nosso eu é aniquilado pela total inserção à totalidade. Ambos são estados temporários, sob o risco de tornarem-se, respectivamente, acídia crônica e delírio místico caso não ocorra um providencial retorno a nós mesmos. De um lado, a desistência da própria consciência, a rejeição do ego, que paradoxalmente só faz por enaltecê-lo de maneira doentia, pois pressupõe, erroneamente, a superação de nosso apego a um centro quando na realidade só se está permutando uma ficção ególatra por outra, mais sombria. De outro lado, o afã dialético pela superação dos contrários, a eliminação cusiana da periferia que pretende nos deixar órfãos de nosso próprio centro, aniquilando a vida da consciência.
A existência tanto anseia por sua própria afirmação em seu impulso paradoxal em direção à anulação beatífica quanto tende a sucumbir ao cansaço destas tentativas. Mas assim que atinge o limiar, deve retornar, assombrada, a si mesma, voltando a fechar-se em seu círculo eterno, porém cada vez mais ciente de que, como diz Chesterton, 'a frenética energia das coisas divinas a derrubaria como uma farsa de bêbados'.
A existência tanto anseia por sua própria afirmação em seu impulso paradoxal em direção à anulação beatífica quanto tende a sucumbir ao cansaço destas tentativas. Mas assim que atinge o limiar, deve retornar, assombrada, a si mesma, voltando a fechar-se em seu círculo eterno, porém cada vez mais ciente de que, como diz Chesterton, 'a frenética energia das coisas divinas a derrubaria como uma farsa de bêbados'.
1 brado(s):
conversamos na sequencia.
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